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Após Carne Fraca, funcionários da Peccin em SC recebem aviso prévio

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Os funcionários da unidade da empresa de carnes Peccin em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, receberam aviso prévio nesta segunda-feira (27). Todos os 177 funcionários devem ser demitidos.


A reunião ocorreu na manhã desta segunda. O supervisor de produção da unidade, Rafael Tomasoni, informou ao G1 que, em razão da prisão da diretoria, a medida de rompimento de contratos foi tomada entre supervisores e gerentes da fábrica.

"Vivemos uma incerteza momentânea, não temos contato com a direção, pois ainda estão presos. As medidas estão sendo tomadas por mim e outros supervisores, tentando achar as melhores alternativas entre funcionários e fábrica", disse Tomasoni.

O supervisor confirmou que todos os funcionários serão demitidos. "A empresa dispensou todos por não suportar o prejuízo de não produzir e ter que recolher todo o produto da praça", informou Tomasoni. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, determinou o recolhimento nesta segunda-feira (27).

À RBS TV, funcionários dizem que há meses a empresa não deposita o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), apesar do desconto em folha. Uma das pessoas ouvidas pela reportagem afirmou ter oito meses de serviço e conta zerada.

Segundo Tomasoni, foi acordado um parcelamento com a Caixa em relação ao FGTS. "Assim, todos vão poder receber integralmente. Essa foi a palavra do sindicato e a gerente de RH", disse Tomasoni.

O próprio supervisor afirma que também será desligado, mas diz que a situação pode mudar caso a fábrica seja regularizada. "Eu também fui demitido, mas vou cumprir os 30 dias para ajudar no que for necessário nos próximos dias. Caso a situação mude, e a fábrica seja liberada, podemos recontratar os funcionários tranquilamente", completou o supervisor.

À RBS TV, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Jaraguá do Sul e região (Stiajs) afirmou que vai questionar na Justiça as demissões a os depósitos do FGTS.

Prisão e vistoria
O diretor da Peccin em Jaraguá do Sul foi preso preventivamente na sexta e transferido de Joinville para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na quarta (22). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) terminou na quarta uma auditoria na unidade. Em um prazo de 20 dias, deverá ser emitido um laudo sobre a qualidade do produto e os processos na empresa.

Posição da empresa
Logo após a operação ser deflagrada, a Peccin Agro Industrial publicou uma nota. A empresa afirmou que "os órgãos competentes saberão discernir a efetiva veracidade dos fatos que ora se alegam, ainda, conclama pela paciência e serenidade da sociedade para o esclarecimento dos fatos verdadeiros" e que "tem amplo interesse em contribuir com as investigações, em busca da verdade, estando inteiramente à disposição das autoridades policiais para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários".

A empresa ressaltou ainda que não tem qualquer vínculo com a Peccin S/A, indústria gaúcha de doces e chocolates.